Alunos de SP viram caçadores de boatos na web

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Quem nunca recebeu uma fake news nessa vida? Foi pensando nisso que um professor criou um projeto bem interessante de checagem de fatos.

Em Ourinhos, interior de SP, os estudantes e o professor Estevão Zilloli preferem usar o termo Hoax (que significa farsa, enganação) do que a palavra fakenews. Daí o nome do projeto, HoaxBusters ou caçadores de notícias falsas.

Segundo o professor, “era muito comum que os alunos trouxessem essas informações pras aulas de ciência. A gente vê muito, por exemplo, curas milagrosas. Isso é comum e as pessoas compartilham bastante. Outra coisa que veio com muita força é a tal da terra plana. A gente tem outras que são muito complicados como as que dizem que as vacinas fazem mal, causam autismo ou a vacina é para matar os idosos porque o governo quer gastar menos com a aposentadoria. E aí eu percebi que os alunos pesquisarem o assunto dava muito mais efeito, eles compreendiam e se aprofundavam mais no assunto”.

Ele conta que o método para checagem da notícia falsa é muito parecido com o método científico. “Por isso que um bom jornalismo é muito parecido com uma boa ciência porque a gente está em busca da informação mais segura possível”, explica Estevão, que é professor de Biologia e coordenador de Inovação e Tecnologia do colégio Superensino

Pelo projeto, eles criaram 9 selos que vão além do verdadeiro e falso. No site, há pelo menos três tipos de checagem: de ciência, senso comum e política. O trabalho com os alunos acontecem uma vez por semana, com duração de 1h30.